Critérios de desempate: como separar times empatados
Dois clubes terminam a temporada com exatamente o mesmo número de pontos. Um deles é campeão, ou um deles é rebaixado, e o outro não. Para que lado a balança pende não tem quase nada a ver com o que aconteceu em campo naquela tarde e tem tudo a ver com um parágrafo escondido no regulamento da própria competição — um parágrafo que diz uma coisa na Inglaterra, outra na Espanha, outra no Brasil e outra na Copa do Mundo.
Não existe um padrão global. Algumas ligas separam clubes empatados pelos gols que marcaram e sofreram contra todo mundo. Outras jogam tudo isso fora e olham apenas para os dois jogos que os clubes empatados fizeram entre si. Um terceiro grupo conta vitórias antes de contar qualquer gol. Coloque o mesmo conjunto de resultados em três regulamentos diferentes e você terá três tabelas diferentes — e a diferença não é acadêmica: já decidiu títulos e já rebaixou o clube errado.
Dois regulamentos, um conjunto idêntico de resultados
A demonstração mais limpa veio em 2025-26, quando Inglaterra e Espanha, na prática, rodaram o experimento lado a lado.
Na Inglaterra, todo empate em pontos na tabela final foi resolvido pelo saldo de gols e por mais nada. O Brighton terminou em oitavo e o Brentford em nono, ambos com 53 pontos, separados por +6 contra +3. O Chelsea ficou em décimo, à frente do Fulham, os dois com 52 pontos, +6 contra -4. O Newcastle ficou em décimo segundo, acima do Everton, com 49, -2 contra -3. Em nenhum dos três casos o confronto direto foi consultado.
Na Espanha, a mesma temporada produziu seis clubes em dois empates triplos, e nenhum deles foi resolvido pelo saldo de gols. Com 43 pontos, o Sevilla terminou em 13º, o Alavés em 14º e o Elche em 15º — exatamente o inverso da ordem por saldo. O Sevilla (-14) havia somado seis pontos na minitabela dos jogos entre os três, o Alavés (-12) cinco e o Elche (-8) três, e essa minitabela foi a única coisa que valeu.
O segundo empate custou a um clube o lugar na divisão. Levante, Osasuna e Mallorca terminaram todos com 42 pontos, com sete, cinco e três pontos no confronto direto, o que os colocou em 16º, 17º e 18º — e o Mallorca caiu, com saldo de -10, enquanto o Levante se salvou com -14. Ordene esses mesmos resultados pelas regras da Premier League e a ordem vira Osasuna, Mallorca, Levante: o Mallorca fica e quem desce é o Levante. Mesma temporada, mesmos pontos, mesmos jogos, regulamento diferente, vítima diferente.
Saldo de gols primeiro: Inglaterra, Alemanha, França e outros
O regulamento da Premier League é seco no assunto. As posições são definidas pelos pontos; se os clubes estão empatados em pontos, decide o saldo de gols; se estão empatados no saldo, decidem os gols marcados. Essa é a sequência ordinária inteira. Não há critério de vitórias nem critério de fair play em lugar nenhum dela.
O confronto direto existe na Inglaterra, mas só como terceiro degrau e só em condições específicas. Uma regra à parte, intitulada "Determination of League Table Placings", vale apenas se, encerrada a temporada, o campeão, os rebaixados ou a vaga em outra competição não puderem ser definidos de outra forma. Aí sim ela olha os pontos nos jogos entre os clubes empatados, depois os gols marcados fora de casa nesses jogos e, por fim — só no caso de dois clubes —, uma partida de desempate em campo neutro, com formato, data e sede definidos pela diretoria da liga. Essa partida nunca precisou ser acionada.
A Inglaterra precisou dos dois primeiros degraus duas vezes, ambas memoráveis. Em 2011-12, Manchester City e Manchester United terminaram com 89 pontos e o City levou o título no saldo de gols, +64 contra +56, depois de Sergio Agüero marcar aos 93:20 na virada por 3 a 2 sobre o QPR; os dois clubes chegaram àquela última rodada com 86 pontos em 37 jogos. Em 1988-89, Arsenal e Liverpool ficaram empatados em 76 pontos e empatados de novo em +37, então o campeonato foi para os gols marcados: Arsenal 73, Liverpool 65. Quem resolveu foi Michael Thomas, aos 91 minutos da vitória do Arsenal por 2 a 0 em Anfield, em 26 de maio de 1989 — um jogo disputado tão tarde porque a temporada havia sido esticada após a tragédia de Hillsborough.
A Alemanha começa igual e depois se separa num detalhe que a maioria dos resumos erra. O regulamento de competições da DFL segue saldo de gols, gols marcados, depois o placar agregado dos dois jogos entre os clubes empatados — o agregado, não os pontos do confronto direto —, em seguida os gols fora de casa nesses dois jogos, depois o total de gols fora de casa na temporada inteira e só então uma partida decisiva em campo neutro. A Alemanha ainda conta gols fora de casa em dois critérios distintos, anos depois de a UEFA abolir a regra do gol fora nos mata-matas, em 2021.
O modelo alemão produziu um título decidido de um jeito que uma pequena mudança teria decidido do outro. Em 1999-2000, Bayern de Munique e Bayer Leverkusen terminaram com 73 pontos; o Bayern foi campeão pelo saldo de gols, +45 (73-28) contra +38 (74-36), depois de o Leverkusen perder por 2 a 0 fora, diante do Unterhaching, na última rodada, enquanto o Bayern batia o Werder Bremen por 3 a 1. O Leverkusen, na verdade, tinha marcado mais gols ao longo da temporada, 74 a 73. Numa regra que colocasse os gols marcados em primeiro lugar, o campeão é ele.
A França reescreveu sua lista para 2025-26, e agora vale ler com atenção, porque qualquer tabela de critérios franceses anterior a 2025 está desatualizada. A sequência da LFP é: saldo de gols geral, pontos nos jogos entre os clubes empatados, saldo de gols nesses jogos, gols marcados no geral, maior número de vitórias, maior número de vitórias fora de casa, disciplina (menos pontos, com o cartão amarelo valendo um e o vermelho três) e, por último, sorteio. Três critérios de gols fora de casa foram apagados nessa revisão e os dois de vitórias, acrescentados. Repare no fim da lista: a Ligue 1 não tem partida de desempate nem para o título nem para o rebaixamento. Se a lista se esgota, o sorteio resolve.
Escócia e Holanda pertencem à mesma família. As regras da SPFL vão de saldo de gols a gols marcados, depois pontos nos jogos entre os clubes envolvidos e saldo de gols nesses jogos — aplicados no fim da temporada ou, como a Premiership se divide em um grupo dos seis primeiros e outro dos seis últimos, após 33 rodadas. Se nada disso resolver e a posição definir o título, em qual metade da divisão o clube vai jogar, o acesso, o rebaixamento, a participação em play-off ou a vaga europeia, há uma partida decisiva em campo neutro, com 90 minutos, prorrogação e pênaltis, e a renda dividida em partes iguais. A ordem holandesa, conforme a KNVB explica publicamente — e não no texto do regulamento em si —, é saldo de gols, gols marcados, o agregado do confronto direto e então uma partida decisiva.
A Eredivisie produziu a margem mais apertada de todas. Em 2006-07, PSV e Ajax terminaram com 75 pontos e o PSV foi campeão por um único gol de saldo: +50 (75-25) contra +49 (84-35). Três clubes chegaram à última rodada, em 29 de abril de 2007, empatados em 72 pontos. O PSV bateu o Vitesse por 5 a 1, o Ajax venceu por 2 a 0 fora, contra o Willem II, e o AZ — que liderava no saldo de gols naquela manhã — perdeu para o recém-promovido Excelsior depois de o goleiro Boy Waterman ser expulso aos 18 minutos. O AZ terminou em terceiro, com 72 pontos e o melhor saldo da divisão, +52.
Confronto direto primeiro: Espanha, Itália e Portugal
O regulamento de competições da RFEF para a primeira e a segunda divisão espanholas estabelece uma sequência estritamente excludente. Quando dois clubes estão empatados, o primeiro critério é o saldo de gols nos jogos entre eles — saldo no confronto direto, não pontos no confronto direto. Só se isso não resolver é que se passa ao saldo geral, depois aos gols marcados no geral, depois à classificação de fair play e, por fim, a uma partida em campo neutro designado pela RFEF após ouvir a LALIGA e os clubes envolvidos.
Vale desfazer uma armadilha de vocabulário, porque ela derruba textos em inglês o tempo todo. Em espanhol, golaverage particular quer dizer saldo de gols no confronto direto, e golaverage general, saldo de gols geral. Nenhum dos dois é o "goal average", o velho sistema inglês de dividir gols marcados por gols sofridos, abolido há décadas. Saldo de gols é uma subtração; o goal average era uma razão; não são intercambiáveis.
A regra espanhola produziu a melhor ilustração possível de quanto o modelo importa. Em 2006-07, Real Madrid e Barcelona terminaram com 76 pontos. O saldo do Barcelona era +45 (78 marcados, 33 sofridos); o do Real Madrid, +26 (66 e 40). O Barcelona era dezenove gols melhor e terminou em segundo, porque o Madrid havia vencido por 2 a 0 no Bernabéu e empatado por 3 a 3 no Camp Nou, jogo em que Lionel Messi fez três gols e Ruud van Nistelrooy empatou. Pelas regras inglesas, aquele título é do Barcelona. Pelas regras espanholas, é o trigésimo do Real Madrid.
A Itália chama sua tabela de confronto direto de classifica avulsa, e ela é o padrão para as posições comuns da tabela. Quando exatamente dois clubes empatam por um lugar que não seja o primeiro nem as vagas de rebaixamento de 17º e 18º — uma vaga na Champions, por exemplo —, a sequência da NOIF é pontos no confronto direto, saldo no confronto direto, saldo geral, gols marcados e, por fim, sorteio. Quando há três ou mais clubes empatados, e para definir todas as demais posições, vale a classifica avulsa: pontos nos jogos entre os empatados, saldo de gols nesses mesmos jogos, saldo geral, gols marcados no geral e então sorteio.
Portugal pertence ao mesmo grupo. Conforme reportado a partir do regulamento da Liga Portugal, e não de leitura direta do texto original, a Primeira Liga coloca o confronto direto em primeiro lugar, depois o saldo de gols no confronto direto, depois o saldo geral, depois o maior número de vitórias e então os gols marcados, com possibilidade de partida em campo neutro quando só dois clubes estão envolvidos. Os gols fora de casa não contam mais.
Quando três ou mais clubes estão empatados
É aqui que as duas ligas do confronto direto ficam de fato técnicas, e é aqui que a maioria das implementações erra. A Espanha monta uma minitabela apenas com os jogos entre os clubes empatados, pontuada como se o resto da divisão não existisse, e começa pelos pontos nessa minitabela. Em seguida vem uma regra de parada explícita, fácil de deixar passar: se todos os clubes empatados terminam com pontuações diferentes na minitabela, a sequência para ali e nenhum outro critério é aplicado. Só se passa ao saldo de gols do confronto direto se dois deles continuarem empatados depois da minitabela.
A classifica avulsa italiana funciona da mesma maneira, em princípio: uma tabela particular entre os clubes empatados, pontos primeiro, depois saldo de gols dentro desses jogos, antes que qualquer coisa da temporada inteira seja consultada. O Brasil vai na direção oposta. Aqui, o confronto direto só vale quando exatamente dois clubes estão empatados; no momento em que um terceiro entra no empate, o confronto direto é pulado por completo e a sequência segue sem ele.
A versão extrema do empate múltiplo é um grupo em que todo mundo está igual, e o Grupo E da Eurocopa de 2024 entregou exatamente isso. Romênia, Bélgica, Eslováquia e Ucrânia terminaram todas com quatro pontos. Como cada seleção havia enfrentado as outras, a minitabela do confronto direto era matematicamente idêntica à tabela do grupo — as quatro com quatro pontos —, então não resolveu nada. Foi para o saldo de gols no confronto direto: Romênia +1 (quatro marcados, três sofridos), Bélgica +1 (dois e um), Eslováquia zerada, Ucrânia -2. A Romênia então tirou a liderança da Bélgica nos gols marcados no confronto direto, quatro a dois, e a Ucrânia foi para casa. Foi o primeiro grupo de Eurocopa em que as quatro seleções terminaram empatadas em pontos, e foi reportado como o primeiro grupo assim em um grande torneio desde o Grupo E da Copa do Mundo de 1994.
Vitórias antes dos gols: o modelo que ninguém usa na Europa
A Série A brasileira, segundo o regulamento de competições da CBF conforme resumido em explicadores brasileiros detalhados — e não pela leitura do PDF da própria entidade —, desempata pelo número de vitórias antes de olhar para o saldo de gols. A ordem é pontos, vitórias, saldo de gols, gols marcados, confronto direto (apenas dois clubes), menos cartões vermelhos, menos cartões amarelos e sorteio. O efeito prático é tão filosófico quanto aritmético: um time que empata até chegar a uma pontuação termina abaixo de um time que vence e perde até chegar à mesma pontuação.
A MLS segue o mesmo instinto. Seus resumos publicados colocam os pontos — ou os pontos por jogo — em primeiro lugar, depois as vitórias, depois o saldo de gols, depois os gols marcados, depois o confronto direto dentro da conferência, depois os pontos disciplinares e então medidas de saldo de gols fora e em casa, com cara ou coroa ou sorteio no fim da fila. Os dois casos merecem ser tratados como reportados, e não verificados linha a linha, mas a manchete não está em dúvida: no Brasil e na MLS, vitória vale mais do que gol.
Partidas de desempate, e os empates que ninguém desfaz
Partidas de desempate existem nos regulamentos de Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, Escócia e Holanda, e quase nunca são jogadas. O Scudetto italiano foi para uma partida de desempate exatamente uma vez na história: o Bologna bateu a Inter por 2 a 0 em Roma, em 7 de junho de 1964, com um gol contra de Giacinto Facchetti aos 75 minutos e um chute de Harald Nielsen aos 84. A Itália aboliu esse tipo de jogo em 2005-06 e o trouxe de volta a partir de 2022-23, e o único disputado desde então foi um desempate por rebaixamento — Hellas Verona 3 x 1 Spezia, no Mapei Stadium, em Reggio Emilia, em junho de 2023, com os dois clubes tendo terminado 2022-23 com 31 pontos. Federico Faraoni marcou aos cinco minutos, Ethan Ampadu empatou para o Spezia aos 15 e Cyril Ngonge fez dois antes do intervalo; Faraoni acabou expulso por uma mão na linha, mas M'Bala Nzola perdeu o pênalti. O Spezia caiu. Cinco semanas depois, em 7 de julho de 2023, o formato foi reescrito.
O que a FIGC agora renova por decreto a cada temporada não se parece nada com aquele jogo. Um título disputado entre dois clubes empatados vai para uma partida única na casa de quem estiver melhor colocado na classifica avulsa — e não em campo neutro —, sem prorrogação e com pênaltis logo depois dos 90 minutos. Um empate por 17º e 18º vai para um confronto de ida e volta, com o clube mais bem colocado mandando o jogo de volta, decidido no agregado e sem regra de gol fora, de novo sem prorrogação antes dos pênaltis. E, para 2026-27, a federação acrescentou uma cláusula com uma justificativa bem contemporânea: se um clube envolvido em qualquer um desses desempates for finalista de uma competição da UEFA, não se joga partida nenhuma e os critérios da classifica avulsa decidem, porque não sobra espaço no calendário.
Em outros lugares o quadro é mais irregular. A Liga Profesional argentina, pelo regulamento resumido pela ESPN, usa saldo de gols, gols marcados, confronto direto, depois a tabela de fair play e então um sorteio conduzido pelo comitê executivo da liga — mas torna a partida de desempate obrigatória quando o empate cai justamente na posição que define o rebaixamento. O jogo decisivo escocês também depende de haver algo em jogo. A França não tem partida de desempate em nível nenhum. E, na Inglaterra, o desempate em campo neutro segue no regulamento sem nunca ter sido usado.
Os regulamentos também permitem algo que a maioria dos torcedores acha impossível: um empate que simplesmente nunca é desfeito. A Premier League determina explicitamente que clubes iguais em pontos, saldo de gols e gols marcados ocupam a mesma posição na tabela, a não ser que o título, o rebaixamento ou uma vaga europeia dependam disso. As regras escocesas dizem quase a mesma coisa, deixando que os clubes sejam tratados como tendo terminado em posições iguais para todos os efeitos quando não há nada em jogo. A Alemanha vai além e faz isso no meio da temporada: enquanto os dois jogos do confronto direto entre dois clubes não tiverem sido disputados, só se pode aplicar saldo de gols e gols marcados — e, se isso não resolver, os clubes dividem a posição na tabela sem mais.
Copas e futebol continental têm regras próprias
Os torneios internacionais são um sistema à parte, e um deles acaba de ser invertido. Para a Copa do Mundo de 2026, a FIFA trocou a ordem para que o confronto direto venha primeiro: pontos nos jogos entre as seleções empatadas, saldo de gols nesses jogos, gols marcados neles e só depois o saldo geral, os gols no geral, uma pontuação de conduta e o ranking da FIFA. No Catar 2022 e em todos os torneios anteriores, o saldo geral vinha primeiro e o confronto direto só entrava no terceiro degrau. Não aplique a ordem nova para trás, em torneios antigos, nem a ordem velha para a frente. A Eurocopa há muito coloca o confronto direto em primeiro lugar, que é exatamente por isso que o Grupo E de 2024 se resolveu como se resolveu.
A Champions League foi para o lado oposto. Desde a mudança para a fase de liga em modelo suíço, em 2024-25, não existe critério de confronto direto nenhum — e nem poderia existir, porque cada clube enfrenta oito adversários diferentes. Enquanto a fase de liga está em andamento, a UEFA separa clubes empatados por saldo de gols, gols marcados, gols fora de casa, vitórias e vitórias fora, e os clubes que continuam iguais dividem a mesma colocação e aparecem em ordem alfabética. Terminada a última rodada da fase de liga, os critérios restantes são estranhos e até elegantes: a soma dos pontos dos seus adversários, depois a soma do saldo de gols deles, depois a soma dos gols deles, depois a disciplina e então o coeficiente do clube. Se a sua campanha não separa você, separa a força da tabela que lhe coube.
O que isso significa na hora de simular uma tabela
Um simulador nunca é mais preciso do que o seu comparador. Ordenar toda competição por pontos, depois saldo de gols, depois gols marcados reproduz corretamente Inglaterra, Alemanha, França, Escócia e Holanda, e erra Espanha, Itália, Portugal, Brasil e MLS — não erra por pouco, erra exatamente nas posições com que as pessoas se importam. Aplicado à Espanha em 2025-26, esse único atalho rebaixa o clube errado.
Outros três detalhes derrubam a maioria das implementações. Os critérios de confronto direto são juridicamente inaplicáveis enquanto os dois jogos entre os clubes empatados não tiverem sido disputados, o que os regulamentos alemão e francês dizem com todas as letras — então uma tabela montada em novembro precisa recorrer ao saldo de gols, seja qual for a regra de fim de temporada. Inglaterra, Escócia e Alemanha permitem posições realmente compartilhadas quando nada depende do empate, enquanto todo simulador ordena sem condição alguma. E, com três ou mais clubes empatados, Espanha e Itália montam uma minitabela apenas com os jogos entre esses clubes, com a Espanha parando no instante em que todos eles têm pontuações diferentes nessa minitabela.
Um último aviso, e é a razão para consultar a fonte primária em vez de uma tabelinha pronta. A FIFA inverteu a ordem da Copa do Mundo para 2026, a LFP apagou três critérios de gols fora de casa e acrescentou dois de vitórias para 2025-26, e a FIGC incluiu a cláusula do finalista europeu em maio de 2026. Uma tabela de critérios de desempate que estava correta em 2023 está errada hoje. Se você quiser ver o quanto a regra de ordenação muda um final de campeonato, o caminho mais rápido é rodar o mesmo conjunto de resultados duas vezes no futsimulator.com, sob duas tabelas de liga diferentes, e assistir à ordem se mexer.
Simule Você Mesmo os Critérios de Desempate
É exatamente isso que o Fut Simulator Pro faz quando a rodada acaba: ninguém sorteia quem fica na frente, a tabela é ordenada pelos critérios de verdade. Nas ligas, primeiro os pontos, depois o saldo de gols e depois os gols marcados. Nas fases de grupos da Copa do Mundo 2026 e da Libertadores, o confronto direto entra antes do saldo, como manda o regulamento, e quando três times terminam empatados os critérios são reaplicados usando só os jogos entre eles.
O ganho está em ver o critério funcionando, e não apenas lido em um artigo. Simule as rodadas finais de uma liga e repare quantas posições o saldo de gols resolve sozinho. Rode a mesma fase de grupos algumas vezes e observe como um empate que parecia inofensivo na estreia acaba decidindo uma vaga na última rodada. É a diferença entre saber a regra de cor e entender o que ela custa.
"Os mesmos resultados, lidos por dois regulamentos diferentes, sagram campeões diferentes: o desempate não é letra miúda, é parte do título."
- Simule uma temporada inteira de liga e acompanhe a tabela ser ordenada por pontos, saldo de gols e gols marcados
- Rode a fase de grupos da Copa do Mundo 2026, onde o confronto direto vem antes do saldo, e veja um empate triplo se resolver
- Simule os grupos da Libertadores com a ordem da Conmebol e compare quem passa quando o critério muda
- Simule uma única partida da rodada final e veja um gol a mais mexer no saldo e na vaga
"Nenhum elenco entra em campo pensando em saldo de gols. Em maio, muitos descobrem que era só isso o que faltava."
