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Supercomputador · Primeira Liga

Joga o restante da temporada 10.000 vezes e mostra com que frequência cada time vence.

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Portugal: um título estreito, um fundo de tabela cheio

Dezoito clubes, 34 jogos e uma das histórias de título mais concentradas da Europa. Apenas dois clubes fora de Benfica, Porto e Sporting já foram campeões de Portugal, e o mais recente deles foi há um quarto de século. A coluna do título, portanto, empilha quase toda a probabilidade em três nomes.

Isso faz das outras linhas as interessantes. O campeão entra na fase de liga da Champions League e as posições seguintes alimentam as fases de qualificação das três competições da UEFA. O rebaixamento são duas quedas diretas, 17º e 18º, mais um playoff de ida e volta em que o 16º encara o terceiro colocado da Liga Portugal 2.

Projeção da Primeira Liga: perguntas frequentes

Quais clubes já venceram o campeonato português?

Benfica, Porto e Sporting ficaram com todos os títulos da história da competição, menos dois. Os únicos de fora são o Belenenses, campeão em 1945/46, e o Boavista, em 2000/01. Nenhum outro clube terminou em primeiro na Primeira Liga, e é por isso que a projeção raramente espalha o título.

Quantos times caem da Primeira Liga?

Dois automaticamente, os que terminam em 17º e 18º. O time em 16º também não está salvo: disputa um confronto de ida e volta contra o terceiro colocado da Liga Portugal 2 pela última vaga da temporada seguinte, com o jogo de volta no campo do clube da elite.

O campeão português vai direto à Champions League?

Sim. Vencer a Primeira Liga significa vaga na fase de liga da Champions League sem passar por qualificação. Os clubes logo atrás entram nas fases de qualificação da Champions League, da Europa League ou da Conference League, então a temporada europeia deles começa em julho e pode acabar antes do fim de agosto.

Como funciona o supercomputador?

Cada jogo pendente é simulado com um modelo de Poisson: cada time recebe uma nota de ataque e outra de defesa a partir dos gols marcados e sofridos nesta temporada, e os gols esperados de um confronto saem da combinação do ataque de um com a defesa do outro, com uma vantagem moderada para o mandante.

Antes de a bola rolar, o modelo não parte do zero: cada clube começa com uma força prévia construída com sua posição na temporada passada e o valor de mercado do elenco, com os extremos saturados para nenhum resultado ser absurdo. Esse ponto de partida vai cedendo peso aos resultados reais, e por volta da décima rodada mandam apenas os gols de verdade.

A temporada restante é jogada 10.000 vezes em um processo separado do navegador, para a página não travar. Os percentuais de título, Top 4, Top 6 e rebaixamento são simplesmente a frequência com que cada coisa aconteceu nessas 10.000 temporadas, e a faixa de pontos de cada time cobre os 90% centrais de seus finais simulados.

O que o modelo não sabe: lesões, contratações, punições, calendário continental nem motivação. Usa gols e apenas gols, e por isso está em beta.